|
Publicidade
ArtigosTema: ovarios-policisticos fertilidade endocrinologia
Ovários policísticos
Para receber diariamente um cardápio balanceado e iniciar sua reeducação alimentar, assine o Bem Leve e tenha dicas nutricionais online à sua disposição.
Por Denise Rosso, endocrinologista* redacao@bemleve.com.br A síndrome de ovários policísticos (SOP) é um problema que afeta aproximadamente uma em 15 mulheres. Estima-se que 5% a 10% da população feminina em idade reprodutiva tenham a síndrome, uma das desordens endócrinas mais comuns na mulher. A doença, que é de herança genética, pode ser definida por uma série de alterações, principalmente a irregularidade menstrual, infertilidade, acne em excesso, forte oleosidade da pele, aumento na quantidade de pelos (principalmente em regiões caracteristicamente masculinas, como rosto e pernas) e obesidade. Saiba mais sobre hipotireoidismo, disfunção que pode diminuir a chance de engravidar Segundo estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, publicado na revista norte-americana Endocrinology, uma das possíveis causas desta síndrome pode ser o estresse. Mas ainda não se sabe exatamente sua etiologia, que se caracteriza pelo aumento dos níveis de hormônios masculinos, principalmente o androgênio. A elevação deste hormônio provoca alterações na estrutura dos ovários e induz à formação de microcistos. A síndrome de ovários policísticos, geralmente, se relaciona com o estado de resistência à insulina (também chamado de estado pré-diabetes), tendo como conseqüência o aumento dos níveis sanguíneos de insulina, que é responsável pelas disfunções ovarianas, hepáticas e nos tecidos periféricos. Além disso, a SOP está associada com o maior risco para o desenvolvimento de outras doenças, como câncer de endométrio (tumor localizado na parede interna do útero), enfarto do miocárdio e diabetes tipo 2. Infertilidade feminina tem causas diversas A infertilidade feminina pode ter inúmeras causas, como anatômicas (alterações no útero, trompas ou ovários) ou ligadas à secreção de hormônios pelos ovários e pela hipófise, glândula localizada no cérebro que regula a função ovariana e de outras glândulas. A dificuldade para engravidar ainda pode ser ocasionada por disfunções na atividade dos neurônios que coordenam todo o processo de ovulação. Nem todas as mulheres com alguns desses sinais têm a síndrome. É necessária avaliação médica completa para fechar seu diagnóstico. Existem vários tipos de cistos de ovário e há diferenças clínicas entre as condições, para isso, são utilizados alguns critérios para caracterizar se um ovário é policístico ou se os cistos diagnosticados são normais. Apenas um ultrassom mostrando ovários policísticos não é suficiente para o diagnóstico desta doença. O diagnóstico é feito através do exame clínico, ultrassom ginecológico e exames laboratoriais. No ultrassom caracteriza-se o aparecimento de mais de 12 folículos na superfície de cada ovário, ou aumento do volume ovariano acima de 10 ml. Este exame deve ser feito entre o 3º e 5º dia do ciclo menstrual. Estes resultados não se aplicam às mulheres que estejam tomando anticoncepcionais orais. Se for detectada a presença de um folículo dominante ou de um corpo lúteo é importante repetir o ultrassom em outro ciclo menstrual para realizar o diagnóstico. A maioria das pacientes com SOP apresenta obesidade, com maior acúmulo na região do abdome. Este tipo de obesidade ajuda a criar obstáculos às múltiplas ações da insulina, hormônio que mantém o açúcar do sangue em níveis normais. Em conseqüência, a insulina eleva-se na circulação, favorecendo maior formação de gordura abdominal e o desenvolvimento do diabetes tipo 2. O objetivo principal do tratamento é reduzir o nível de hormônios tipo masculino (androgênicos) que alteram o aspecto da paciente. Recomenda-se o uso de anticoncepcionais para restabelecer o ciclo menstrual. Em alguns momentos, podemos associar drogas com ação antiandrogênica, ou seja, medicações que impeçam a ação dos hormônios masculinos em relação à sua distribuição de pelos e acne. Os resultados são muito satisfatórios. Em relação à resistência à insulina e predisposição ao diabetes, que estão intimamente ligadas à presença da obesidade abdominal, o essencial é que a paciente perca peso em um programa que envolva dieta hipocalórica, exercícios e medicação adequada para cada caso. Leia AQUI mais matérias de Saúde *Denise Rosso é mestre em Nutrologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e endocrinologista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professora do curso de pós-graduação de Endocrinologia pelo IPEMED – BH.
Quer sugerir um tema?
Veja Também Publicidade
Comentários
VOCÊ BEM LEVE - SAÚDE AO SEU ALCANCE
Sua Saúde Beleza Saudável Reeducação Alimentar Fitness Você e o Bemleve Bemleve.com.br - todos os direitos reservados
Sobre o Bem Leve |
Home | Cadastre-se
| Privacidade
| Termo de Utilização | FAQ
| Anuncie no Bem Leve
| Seja Parceiro
ATENÇÃO! O BemLeve produz o conteúdo, dietas, receitas de emagrecimento e programas oferecidos no site. O conteúdo é supervisionado pela Nutricionista do Bem Leve: Luana Stoduto - CRN: 2009.100.737 Os serviços que oferecemos no Bem Leve não substituem o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física. |
publicidade | ||